TCU ‘fecha o cerco’ sobre Sergio Moro

Os ministros do Tribunal de Contas da União decidiram juntar uma representação sobre supostas ‘práticas ilegítimas’ do ex-juiz Sérgio Moro à época em que era titular da 13ª Vara Federal de Curitiba ao processo que apura eventual conflito de interesse na atuação do pré-candidato à Presidência na consultoria americana Alvarez & Marsal, que administra a recuperação da empreiteira Odebrecht, alvo da Operação Lava Jato.
A decisão foi dada, por unanimidade, em sessão plenária realizada pela corte de contas na última quarta-feira.

Na ocasião, os ministros decidiram não arquivar a representação contra o ex-juiz, como indicado, em um primeiro momento, pelo relator, ministro Aroldo Cedraz.

O colegiado acatou voto-vista do colega Bruno Dantas e viu ‘necessidade de aprofundamento’ das questões citadas na representação.
De autoria do subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, o documento aponta ‘práticas ilegítimas de procuradores da república que integraram a força tarefa da Operação Lava a Jato, bem como do ex-juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba.

De acordo com Furtado, as ‘práticas ilegítimas seriam revolving door – movimento de agentes públicos de alto escalão para empregos na iniciativa privada”.