Presidente também ressaltou a necessidade de aprovar o novo prazo do teto da dívida publica

Presidente americano criticou a postura dos republicanos durante a negociações no Congresso

Presidente americano criticou a postura dos republicanos durante a negociações no Congresso

O presidente dos EUA, Barack Obama, ressaltou nesta terça-feira (8) durante uma coletiva de imprensa em Washington a necessidade do Congresso americano encerrar a paralisação no governo causada pela não aprovação do orçamento anual no parlamento.

— Vamos acabar com a paralisação imediatamente! Vamos votar hoje [o orçamento]!

Em seguida, Obama lembrou que o próximo desafio para o governo após a aprovação do orçamento público será a votação do novo prazo do teto da dívida americana. De acordo com o presidente, o novo limite evitará uma “catástrofe” na economia nacional e internacional.

Aos mais céticos em relação ao tema, o presidente mandou uma mensagem:

— Não há nada de responsabilidade fiscal ao não pagarmos nossas contas! Isto não é negociável.

Caso o Congresso não aprove o novo teto da dívida os americanos não terão recursos para cumprir com suas “obrigação financeiras pela primeira vez em 200 anos de história”, completou Obama.

Na entrevista coletiva, o presidente utilizou as palavras do investidor Warren Buffett e comparou a situação de endividamento com “uma bomba nuclear, uma arma horrível demais para ser usada”.

Obama declarou que, se não se aumenta esse limite para pagar obrigações já contraídas antes do dia 17 de outubro, isso “será dramaticamente pior” que uma paralisação da administração pública como a atual, que acaba de completar uma semana.

O presidente criticou a posição dos representantes republicanos que não votaram a favor do novo orçamento e estão bloqueando o governo com a paralisação. Ele afirmou que tal postura é uma clara indisposição para qualquer negociação e impede o avanço do tema no legislativo.

—Membros do Congresso e republicanos da Câmara em particular não há resgate em troca de seus trabalhos. Duas de suas funcões básicas são aprovar o orçamento e garantir que a América pague suas dívidas.

O novo teto da dívida

Uma interrupção de pagamentos da dívida, algo sem precedentes na história dos Estados Unidos, poderia levar a principal economia mundial à recessão, com consequências mundiais, advertiu o Tesouro.

O assessor econômico de Obama, Jason Furman, destacou que a única saída possível para a crise seria um aumento do teto da dívida, atualmente fixado em R$ 36,8 trilhões (16,7 trilhões de dólares).

“Um default teria consequências tão terríveis que não quero sequer falar a respeito”, disse.

A disputa sobre o teto da dívida acontece no momento em que o Estado federal está parcialmente paralisado desde 1º de outubro. O problema é provocado pela falta de acordo sobre a lei de orçamento entre republicanos, majoritários na Câmara de Representantes, e democratas, que controlam o Senado e a Casa Branca.

Centenas de milhares de funcionários foram obrigados a tirar licença sem receber salário, o que não acontecia desde 1996.